quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Polivalencia

Muito se fala em dignificar o sector da Segurança Privada, muito se tem feito nos ultimos anos tambem, verdade seja dita, mas no fundo quase nada mudou.
Todos sabemos que muitas são as empresas em que o horario legal de formação é reduzido a um unico dia, em que se pretende que em oito horas em sala, se possa dar formação a grupos de trinta elementos e isso basta para ter o cartão do MAI e vestir um uniforme.
Toda a materia é analizada superficialmente e de forma "corrida" para que se possa falar um pouco em tudo, mas na verdade não se fala em nada.
Os elementos de segurança privada, muitos que entram para o ramo com uma imagem errada da profissão e que pretendem apenas ter o vencimento certo ao fim de cada Mês, acabam por entrar no mercado de trabalho, não como vigilantes, mas na realidade como recepcionistas, ou telefonistas e acabam a cair na polivalencia que os clientes pretendem, como fazer pequenas reparações, distribuir correspondencia, arrumar carrinhos de supermercado e coisas bem piores. E acreditam que isso é o trabalho de um Vigilante, pois nunca lhes foi explicado que não é bem assim. Nunca lhes foi dada uma correcta formação, até porque na verdade a ignorancia convem em muitos casos e a muitas empresas.
Nesta conjectura profissional nunca será possivel de mudar a maneira em como o publico encara os Vigilantes, pois antes tem de se mudar a forma em como os Vigilantes se encaram a si mesmos.
Não pode ser fiscalizado de forma eficiente um sector, onde apenas se verifica se os elementos tem o cartão visivelmente aposto e se o uniforme está a ser usado dentro das normas, mas nada é feito em relação a um cliente que contrata uma empresa de segurança para manter os carrinhos de supermercado arrumados...
É urgente uma alteração de base, onde a polivalencia seja travada e os elementos de segurança privada tenham a formação que lhes permita saber como agir e como actuar dentro das suas competencias profissionais e que saibam como e quando dizer: "Lamento mas não é de minha competencia profissional..."

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